
P.s: O que é a Internet... Estou na Bahia e fiquei sabendo disso rs.
Vez por hora somos arrebatados por alguma descoberta musical. Pois aconteceu comigo dia desses. Eu estava lá como quem não quer nada. Dia comum, semana comum, mês nem tanto. Fui despretensiosamente à casa de um amigo compositor pra tomar umas malditas e tocar umas canções. Não de morou muito ele me mostrou bandas que tinha descoberto há pouco. Hábito de gente moderna. Francesa. “Mais um Nouvelle Vague” do alto do meu nariz...
Entrei bem.
Camille. 25, parisiense. Três discos, sendo um ao vivo. O último, “Lê fil” de 2005, fez tanta algazarra na imprensa indie mundial, que trouxe a moçoila ao Teatro odisséia no início do ano passado. (é... eu sei.).
Mas o disco que ouvi foi o primeiro. “Lê sac des Filles”, de 2002. Dizer que é só o velho combo “francesa-de-voz-doce-e-música-pra-transar” é um tiro no pé. A cantora se propõe a fazer música com o que lhe der na veneta. Para Camille, utilizar guitarras é tão natural como fazer do sapateado elemento de percussão.
O debute da cantora abre com “1,2,3” (un, deux, trois) onde uma caixinha de música a corda evolui até uma valsa encadeada a piano e baixo. Franceses fazem valsas com pé nas costas e assoviando o hino do América. Nas canções que seguem a pseudo-lolita deixa transparecer seu lado pop com baladas guiadas com melodias impecáveis e violão econômico. A exceção de “Les ex”. Totalmente viajandona, com direito a solo de boca imitando um trompete e um jogo de copos de cristal oriundos de Marselha sendo quebrados ao fim da música. (é... eu sei.).
Ao vivo, Camille é acompanhada apenas por uma dupla de tresloucados. Eventualmente aparecem aleatórios.
Dames et monsieur, la lasciva Camille...